domingo, 27 de junho de 2010

Verdade da Olimpíada 2016

O futebol será o único esporte com disputas fora da cidade. O COB sugeriu que São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador abriguem jogos. As finais seriam no Rio. "Nossa intenção é aproveitar a estrutura já construída para a Copa de 2014 nas cidades", disse Nuzman.

Legado social

Além de exibir as arenas feitas para o Pan, os brasileiros já definiram a estratégia para tentar convencer os dirigentes do COI (Comitê Olímpico Internacional) que escolherão a sede dos Jogos-2016.

Eles vão alegar que a Olimpíada trará "legado social e educacional" ao país. Este foi o discurso do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, ontem. "Nada melhor do que os Jogos Olímpicos como ferramenta educacional e social. Será indutor de transformações. Foi o que já vimos no Pan", disse ele, acrescentado que cidades como Barcelona, Atenas e Seul deram "salto de qualidade" após seus eventos.

Pelo projeto de 2016, o Rio terá de fazer série de obras no setor de transporte. Pelo novo desenho, serão construídos corredores de ônibus (semelhantes ao de Bogotá, com faixas segregadas e estações) e novas vias. O metrô e os trens urbanos terão pequenas ampliações, mas não serão o principal meio de transporte do evento.

Em 2004, o COI eliminou o Rio na primeira fase por falta de condições de transporte, segurança e acomodações. A cidade ficou em sétimo, à frente de Havana e Istambul.

Candidatas mostram planos para organizar Olimpíada-2016

da Folha de S.Paulo-16/01/2008 - 11h00

Cinco cidades que disputam com o Rio de Janeiro o direito de organizar os Jogos Olímpicos de 2016 revelaram ontem detalhes de suas candidaturas. O município brasileiro fez isso há uma semana, quando apresentou, publicamente seus planos. Baku, outra postulante, não divulgou seu dossiê.

Agora, o COI (Comitê Olímpico Internacional) avaliará as propostas e, em junho, divulga os finalistas.

A sugestão mais inusitada partiu de Doha (Qatar), que pretende realizar a Olimpíada em outubro --data fora do limite estabelecido pelo comitê, entre julho e setembro.

Segundo a cidade, o período oferece clima ideal para abrigar as provas. A favor da proposta, as exceções (lembradas no dossiê de Doha) de Sydney-2000, Seul-1988, México-1968 e Tóquio-1964.

Madri, apontada como uma das favoritas (ao lado de Chicago), teve como principal preocupação afastar a sensação de que, com os Jogos de Londres-2012, a Olimpíada não possa ser realizada em seqüência novamente numa cidade européia.

"O rodízio de continentes, além de não ser uma regra do COI, foi recentemente banido pela Fifa", comentou Mercedes Coghen, diretora da candidatura. A cidade oferece ainda como diferencial a oferta de 80 mil quartos em hotéis, incremento de 25% em relação ao que há hoje.

Tóquio pretende construir um parque olímpico no centro da cidade, além de sedes temporárias com design arrojado. O transporte público e as sedes já existentes (75% do projeto) são o trunfo de Chicago, quem nem sequer enviou comitiva ao COI para entregar o documento --despachou-os pelo correio.

Sem apoio financeiro do governo da República Tcheca, a frágil candidatura de Praga chega a admitir no dossiê que os planos poderiam valer também para uma eventual postulação à Olimpíada seguinte, em 2020.

Projetos de R$ 508 milhões

Projetos de R$ 508 milhões

Jornal do Commercio, 09/jan/07

O custo preliminar estimado para a construção das instalações esportivas no Rio está estimado em US$ 508 milhões. Tomando como base o mesmo gasto apresentado pelas cidades européias de Madri e Londres - candidata e eleita como sedes da Olimpíada 2012, respectivamente, Nuzman acredita que o gasto é pequenoporque o Rio já tem à disposição diversos equipamentos esportivos.

Segundo ele, a cidade de Londres apresentou custo preliminar para as obras das instalações de US$ 1,2 bilhão e Madri, de US$ 1,9 bilhão. "Nosso custo preliminar é um terço que o esperado em Londres. Isso nos dá uma motivação maior", afirmou.

Os investimentos em transportes forma citados como fundamentais para o pleito e a realização dos jogos no Rio. O primeiro corredor viário terá duas pistas e ligara a Barra à Zona Norte. O segundo terá duas pistas e ligará a Barra à Zona Sul integrando o metrô ao terminal rodoviário Alvorada. O terceiro e maior de todos será uma via expressa de seis pistas que ligará a Barra ao bairro de Deodoro.

Segundo o secretário-geral do COB, Carlos Roberto Osório, o projeto dos corredores pode ser concluído em tempo hábil com custo acessível aos governos. "Se os governos federal, estadual e municipal se comprometerem com o projeto, o Rio receberá uma melhoria na questão dos transportes que ficará para a posteridade", avaliou.

O transporte público também será melhorado para garantir o acesso da população às competições. O projeto prevê a implantação do sistema de ônibus rápido semelhante ao desenvolvido na cidade de Curitiba.

CAPACITAÇÃO. Confiante no potencial da cidade com palco de grandes competições esportivas, o prefeito do Rio, Cesar Maia, afirmou que com o Pan o Rio ficou capacitado para receber o "maior evento esportivo do mundo".

O prefeito do Rio afirmou que vontade política é o que não falta para a realização das competições e que a Copa de 2014, que será disputada no Brasil, será mais um exemplo de êxito no Rio de Janeiro no setor esportivo.

"A cidade está com muito prestígio internacional. Tomara que eu seja Prefeito em 2016 para colher os frutos dessa empreitada", brincou Cesar Maia. "Uma vez sede dos jogos, o sucesso será garantido, assim como a eleição de Cesar Maia", devolveu Sérgio Cabral.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Projeto olímpico prevê gastos de R$ 5 bilhões

Projeto olímpico prevê gastos de R$ 5 bilhões

O Globo, Luiz Ernesto Magalhães, 09/jan

Os gargalos na infra-estrutura de transportes e os problemas ambientais deverão estar mais uma vez entre os principais desafios que o Rio terá de superar para ser vitorioso em sua nova candidatura aos Jogos Olímpicos. Com base no projeto apresentado ontem no Museu de Arte Moderna (MAM) pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Athur Nuzmann, estima-se que os governos e a iniciativa privada tenham que investir cerca R$ 5 bilhões em novos corredores viários e transporte público. A conta incluirá também a despoluição do complexo lagunar da Barra que, como ocorreu durante os Jogos Pan-Americanos, centralizará as competições.

Em 2004, a cidade foi eliminada ainda na primeira fase da candidatura às Olimpíadas de 2012 porque o COI não acreditou que esses problemas estruturais pudessem ser resolvidos num prazo de apenas sete anos, pois exigiriam obras complexas e demoradas, como a construção de novas linhas de Metrô entre a Barra, a Zona Sul e aeroportos.

Na nova candidatura, a ser oficializada na sexta-feira, a aposta é a criação de BRTs (Bus Rapid Transit) linhas de ônibus com faixas exclusivas que interligariam a Barra às zonas Sul, Norte e Oeste. Os veículos usariam biocombustíveis para reduzir a poluição e assim garantir mais um legado ambiental das Olimpíadas.

Os BRTs no Rio seriam três, ainda em fase de projeto. Foram propostos pela prefeitura e dependeriam de parcerias com a iniciativa privada. Dois deles já têm projetos concluídos: o Corredor T-5 (Barra-Penha), com custo estimado em R$ 800 milhões, e a Ligação C (Barra-Deodoro), orçada em cerca de R$ 540 milhões. O terceiro BRT só seria desenvolvido no caso de o Rio vencer a disputa. Ele prevê a criação de um corredor exclusivo para a circulação de ônibus na AutoEstrada Lagoa-Barra, com a duas novas faixas de tráfego, uma em cada sentido. E exigiria a construção de viadutos e túneis paralelos ao ZuzuAngel e ao do Joá.

Não queríamos propor projetos suspeitos de serem inexeqüíveis. Pegamos de Pequim o conceito de BRTs. Lá, três linhas foram projetadas apenas para atender ao público do Parque Olímpico explicou o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.

Já o prefeito Cesar Maia admitiu que a maior preocupação é com a área ambiental. Cesar lembrou que há dez anos o Japan Bank International Cooperation (J-BIC) aprovou a realização de um empréstimo para despoluir as lagoas da Barra. O projeto consiste em aplicar cerca de R$ 619 milhões (R$ 372 milhões dos japoneses e o restante da prefeitura) no projeto. Os recursos não saíram porque para o Governo Federal o município do Rio já estaria no limite de sua capacidade de endividamento.

A questão da despoluição das lagoas da Barra é fundamental, pois trata-se de um projeto complexo. Ou o governo federal autoriza o financiamento ou os Jogos Olímpicos estão inviabilzados. Isso tem que ser resolvido ainda antes de junho disse o prefeito.

A estratégia do COB para o Rio não ser eliminado em junho será tentar convencer o COI de que boa parte do cronograma de investimentos será cumprida mesmo se o país não for confirmado como sede olímpica. O programa incluiu R$ 1,2 bilhão que União e Estado prometem investir nos próximos anos na construção do Arco Rodoviário, dentro das ações do PAC).


e começa a farra do boi

sábado, 27 de outubro de 2007

Blatter afirma que a Copa do Mundo de 2014 será disputada no Brasil

07/02/2004 - 15h13 - da Folha Online
Blatter afirma que a Copa do Mundo de 2014 será disputada no Brasil

O suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, reafirmou neste sábado que o Brasil será a sede da Copa do Mundo de 2014, no centenário da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), por decisão unânime dos dez países-membros da entidade."Sei que vocês praticamente já tomaram uma decisão sobre onde vão disputar o Mundial de 2014, em seu centenário. Se for o caso, será no Brasil", disse Blatter, em uma entrevista coletiva, pouco antes de finalizar o 59º Congresso Ordinário da Conmebol, em um hotel em Assunção, capital do Paraguai.O Comitê Executivo da Fifa resolveu, pouco antes da Copa do Mundo de 2002, em uma reunião realizada na Coréia do Sul, que o Mundial de 2010 será na África e o de 2014, na América do Sul.Na África, os três candidatos a sediar a competição são Marrocos, África do Sul e Egito. Entre os sul-americanos, no entanto, em homenagem aos cinco títulos mundiais do Brasil, o país foi escolhido prematuramente como o anfitrião da Copa daqui a dez anos.

China pretende apresentar candidatura para a Copa do Mundo-2014

O QUE FOI DITO EM 2003

29/10/2003 - 18h32 - da Folha Online

China pretende apresentar candidatura para a Copa do Mundo-2014

A China pretende apresentar candidatura para organizar a Copa do Mundo de 2014, afirmou nesta quarta-feira o vice-presidente da Federação Chinesa de Futebol, Zhang Jilong, à imprensa de seu país.Segundo o dirigente, a China vai oficializar sua candidatura depois dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.
Até hoje, os chineses disputaram apenas uma vez o Mundial, em 2002, e foram eliminados na fase inicial.Neste ano, o país asiático seria sede do Mundial feminino, mas a competição acabou sendo transferida para os Estados Unidos devido à Sars (síndrome respiratória aguda grave).

Mandela pede apoio sul-americano para levar Copa-2010 à África do Sul

O QUE FOI FALADO EM 2003

29/10/2003 - 17h44
Mandela pede apoio sul-americano para levar Copa-2010 à África do Sul
da Folha Online

O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela espera contar com apoio da América do Sul para fazer de seu país a sede da Copa do Mundo-2010. A África do Sul está na disputa com Tunísia, Egito, Marrocos e Líbia.Mandela enviou uma carta ao presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), Nicolás Leoz, pedindo apoio na escolha que será realizada em 20 de maio de 2004. A decisão caberá aos 24 membros do Comitê Executivo da Fifa e Leoz faz parte deste quadro."Com toda sinceridade, devo lhe dizer que os sul-africanos não podem ganhar um presente maior do que organizar a Copa do Mundo de 2010", diz o comunicado.Sonho chinêsApesar de a Fifa já ter definido que o campeonato de 2014 será realizado na América do Sul, dando seqüência ao sistema de rodízio, a China ainda quer entrar na disputa para abrigar o evento daqui a 11 anos."Como o Mundial de 2006 será na Alemanha, e o de 2010, na África, queremos a edição de 2014", disse o vice-presidente da Federação Chinesa de Futebol, Zhang Jilong.O sonho, entretanto, não deve ser concretizado. Até mesmo o presidente da Fifa, Joseph Blatter, já disse que o Brasil é quem deverá organizar a competição.
O QUE FOI DITO EM 2003

05/09/2003 - 09h06
Líbia e Tunísia apresentam candidatura conjunta para organizar Copa-2010
da Folha Online

Líbia e Tunísia querem fazer em 2010 o mesmo que Coréia do Sul e Japão conseguiram no ano passado: organizar uma Copa do Mundo.Hoje, Saadi Kadhafi, jogador do Perugia (Itália) e vice-presidente da federação líbia de futebol, disse que vai apresentar à Fifa uma candidatura conjunta com a Tunísia. Em princípio, os dois países tinham lançado projetos separados.Os outros candidatos para receber a competição são África do Sul, Egito, Marrocos e Nigéria.
O Mundial-2010 será disputado na África, de acordo com o sistema de rodízio imposto pela Fifa. A edição de 2014 deve ser na América do Sul. O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, já afirmou que o Brasil é o favorito para abrigar o evento.

Para COI, Olimpíada-2012 terá a disputa mais dura

o que foi dito em 2003

29/06/2003 - 11h49

Para COI, Olimpíada-2012 terá a disputa mais dura

da Folha de S.Paulo

A cidade brasileira que se tornar a aspirante a abrigar os Jogos-2012 terá uma tarefa inglória, pois a disputa pela Olimpíada será a mais acirrada da história. A opinião é de Jacques Rogge (pronuncia-se Rógue), 61, presidente do Comitê Olímpico Internacional.Para o belga, jamais tantas cidades qualificadas se lançaram juntas para tentar receber a Olimpíada. "Normalmente havia no máximo duas candidatas fortes, as outras eram mais fracas. Agora serão só nomes de peso", disse Rogge à Folha, por e-mail. Além de Rio ou São Paulo, tentarão ser a sede dos Jogos-2012 Nova York, Madrid, Londres, Paris, Moscou, Leipzig, Istambul e Havana -a escolha final será feita em Cingapura, em julho de 2005.E ele avisa: se os brasileiros novamente não realizarem o sonho de organizar uma Olimpíada --Brasília-2000 e Rio-2004 já fracassaram--, poderão ter de esperar muitos e muitos anos mais. Isso porque o COI vai em sentido contrário ao da Fifa e não pretende afrouxar as regras para beneficiar países de Terceiro Mundo.A entidade que comanda o futebol mundial já anunciou que fará um rodízio dos continentes. Assim, a Copa poderá ir pela primeira vez na história para a África, em 2010, e voltar para a América do Sul após 36 anos -em 2014, quando deverá ser no Brasil.Rogge declarou que a possibilidade de o COI adotar o rodízio de continentes é nula. "Só levamos em consideração para dar a um país o direito de sediar uma Olimpíada o caderno de encargos e o relatório da comissão de avaliação. Nada mais. É uma escolha puramente técnica, não política."Segundo o dirigente, a questão de a América do Sul nunca ter recebido os Jogos Olímpicos só poderia entrar em discussão se houvesse empate na avaliação entre uma cidade da região e outra de um continente que já os abrigou.Folha - No próximo dia 7, o Comitê Olímpico Brasileiro decide entre Rio de Janeiro e São Paulo qual será a cidade brasileira que tentará ser a sede dos Jogos de 2012. Como o senhor vê o lançamento de uma candidatura do Brasil? Acha que tem alguma chance?Jacques Rogge - O COI ficou satisfeito e vê com bons olhos a intenção dos brasileiros. A postulação será muito bem-vinda. Os 199 Comitês Olímpicos Nacionais foram convidados para, se quiserem, submeter o nome de uma cidade em sua jurisdição para ser concorrente. Eles ainda têm até o dia 15 para fazê-lo. De certo sabemos que será uma disputa muito forte, como nunca se viu antes, mas [sobre as chances brasileiras] tudo dependerá do projeto que [vocês] apresentarem.Folha - Até que ponto o problema da violência nas grandes cidades brasileiras pode prejudicar a candidatura olímpica?Rogge - Há um único objetivo em jogo, que é o de oferecer o melhor para os atletas e os torcedores. Se as condições de segurança apresentadas no projeto forem boas e consideradas suficientes, não haverá problemas.Folha - A América do Sul nunca recebeu uma Olimpíada. Não é chegada a hora de fazê-lo? E até que ponto o fato de ainda não ter sido sede dos Jogos pesa a favor ou contra a candidatura brasileira?Rogge - O COI é muito claro sobre o processo de escolha. O caderno de encargos e as condições para cumprir à risca o que tiver sendo oferecido são os pontos que a comissão de avaliação leva em consideração. E assim deverá continuar sendo.Folha - Quando o senhor ainda era candidato a presidente do COI, havia dito que o principal problema do Movimento Olímpico era a questão do doping. Sua administração tem feito avanços na área?Rogge - A Conferência Mundial sobre Doping no Esporte [realizada na Dinamarca, em março] nos permitiu dar um grande salto na luta para bani-lo. Depois de 30 anos de esforços descoordenados de governos e entidades esportivas, finalmente conseguimos chegar a um código para seguir. O desafio agora é implantá-lo em todos os níveis. E outro ponto muito positivo é que a Agência Mundial Antidoping [Wada, na sigla em inglês] tem feito um trabalho incansável. Agora ela tem uma sede própria, uma administração efetiva, um novo e importante conceito de observadores independentes e testes de surpresa. A Wada também tem desenvolvido muita pesquisa científica para aprimorar a lista de substâncias proibidas e novos métodos para detectá-las, além de programas educacionais para atletas e profissionais envolvidos.Folha - Após a Olimpíada de Sydney, foi muito discutida a idéia de enxugamento dos Jogos, com a redução do número de esportes praticados ou a possibilidade de realizá-los em duas cidades que serviriam como sede, e não em apenas uma, como se dá hoje. Como o senhor vê a questão do gigantismo da Olimpíada, uma de suas preocupações quando candidato?Rogge - Já houve um avanço. O COI decidiu limitar o número de esportes [serão 28 em Atenas-2004, com 300 provas e 10.500 atletas na vila] e, quando terminar uma Olimpíada, vamos sentar à mesa e conversar. A comunidade olímpica fará uma avaliação de como foram os esportes nos Jogos anteriores e daí decidiremos como agir. Alguns deverão sair, outros continuam, porque o que interessa é manter a qualidade. O gigantismo não era uma solução. Mesmo que não haja um enxugamento, certamente haverá uma maior qualidade geral. Cada modalidade tentará fazer o máximo para provar que deve continuar na Olimpíada.Folha - E o futebol?Rogge - Conversei algumas vezes com Joseph Blatter [presidente da Fifa], e ele sabe da importância dos Jogos também para o futebol. É o segundo esporte [numa Olimpíada] em audiência de TV, e ninguém em sã consciência acharia isso pouco.Folha - O Usoc [comitê olímpico norte-americano] está atolado em denúncias de corrupção. Como o senhor vê o caso?Rogge - Não seria delicado de minha parte comentar o caso, mas posso dizer que o Usoc está tentando mudar sua estrutura e tem o apoio do COI.Folha - No início do ano, o senhor demonstrou publicamente sua preocupação com as obras para os Jogos de Atenas, marcados para agosto do ano que vem. Em que estágio elas estão atualmente?Rogge - Os preparativos em Atenas estão totalmente sob controle, e estamos confiantes de que os gregos organizarão uma excelente Olimpíada em 2004. É verdade que os prazos são apertados e nenhum dia pode ser desperdiçado, mas o comitê organizador e o governo grego têm trabalhado bem em conjunto para fazer as coisas acontecerem.

Técnico do Equador aponta abismo entre Europa e América do Sul

VEJA O QUE FOI DITO EM 2002

12/06/2002 - 20h17
Técnico do Equador aponta abismo entre Europa e América do Sul
da Folha Online

O técnico do Equador, Hernan Dario Gomez, disse que os maus resultados de sua equipe, do Uruguai e da Argentina mostram que há um abismo crescente entre o futebol europeu e sul-americano. "A Europa tem um potencial muito maior que o da América do Sul, e o melhor exemplo disso é a saída da Argentina", disse Gomez a repórteres um dia antes do que deve ser seu último jogo na Copa, contra a Croácia. O Equador participa pela primeira vez de um Mundial, e perdeu os dois jogos que disputou, para a Itália e para o México. A favorita Argentina foi eliminada do torneio na quarta-feira depois de perder para a Inglaterra e só empatar com a Suécia. "A Europa tem jogadores mais fortes. Quando você olha para a Alemanha, eles têm jogadores de 20 anos e de 27 anos, numa mistura de juventude e experiência", disse o técnico, que é colombiano.
"Eles não se prepararam apenas para 2002 e 2006, mas já estão prontos para 2010 e 2014. Têm um planejamento de longo prazo." O Equador perdeu por 2 a 0 para a Itália e por 2 a 1 para o México. Ainda há esperança de classificação para os equatorianos, embora remota: eles precisam vencer a Croácia e o México tem de bater a Itália. A decisão do segundo lugar entre croatas, italianos e equatorianos seria então no saldo de gols. "Queria que o Equador também tivesse essa preparação de longo prazo, com técnicos para as seleções sub-15, sub-17 e sub-20, mas somos muito pobres para isso", disse Gomez.com agências internacioanis
O QUE FOI DITO EM 2002

08/06/2002 - 06h12
EUA lançam candidatura para receber novamente a Copa em 2014
da Folha Online

Os Estados Unidos, que organizaram a Copa de 1994, decidiram lançar neste sábado a candidatura para o Mundial de 2014. O anúncio foi feito em Seul (Coréia do Sul), pelo presidente da Federação Norte-Americana de Futebol, Robert Contiguglia.A próxima Copa, em 2006, acontecerá na Alemanha. De acordo com os planos do presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, o Mundial seguinte, de 2010, seria realizado em algum país africano.Depois disso, se for mantido o rodízio de continentes, será a vez da América receber o evento. "Seguramente vamos apresentar nossa candidatura", disse Contiguglia.O Mundial de 94, nos EUA, registrou o recorde de público: mais de 3,5 milhões de espectadores foram aos estádios, com média de 68.991 pessoas em cada jogo. O recorde anterior havia sido verificado no Brasil, em 1950, com índice de 60.773 torcedores/partida.
Com agências internacionais

Canadá lança candidatura para a Copa do Mundo de 2010

O QUE FOI DITO EM 2001

16/02/2001 - 19h35
Canadá lança candidatura para a Copa do Mundo de 2010
da Folha de S.Paulo

O governo do Canadá, em meio a uma intensa disputa comercial com o Brasil, apresentou hoje oficialmente seu projeto para abrigar a Copa de 2010. Denis Coderre, ministro dos Esportes do Canadá, anunciou que Calgary, Edmonton, Halifax, Montreal, Toronto, Ottawa, Vancouver e Winnipeg são as cidades-sedes do país para o Mundial.O projeto canadense passa a ser agora uma séria ameaça à realização de uma Copa do Mundo no Brasil nos próximos 30 anos. Isso porque o Canadá, que jamais abrigou um Mundial de futebol em toda a história, concorre diretamente com o Brasil pelo direito de organizar a próxima Copa no continente americano. O Canadá é o quarto país a apresentar candidatura para a Copa de 2010. Além do Brasil, também querem receber a competição a África do Sul e o Marrocos. A Fifa, máxima entidade do futebol, já decidiu que haverá rodízio de continentes na organização dos Mundiais e defende que a África receba sua primeira Copa em 2010 _a África do Sul perdeu a disputa pela Copa de 2006. O Brasil tinha praticamente garantida sua posição de país-sede da próxima Copa na América _tentou em 2006, se candidatou para 2010 e negocia com africanos para vencer em 2014. Com o rodízio de continentes, a Copa poderia voltar à América só em 2034. O Canadá ainda não tem um futebol organizado, mas possui boa infra-estrutura para competições esportivas. Está em estudo a criação de uma liga canadense profissional de futebol ou mesmo a participação de equipes canadenses na MLS, a liga norte-americana. Desde 1999, Coderre vem lançando candidaturas canadenses para organizar grandes eventos esportivos -naquele ano, a cidade de Winnipeg foi a organizadora dos Jogos Pan-Americanos. O governo canadense já tem campanhas adiantadas para a Olimpíada em Toronto, em 2008, e para os Jogos de Olímpicos de Inverno em Vancouver, em 2010. Coderre, porém, garantiu apoio do governo para um Mundial de futebol, esporte que não tem muita popularidade no Canadá. Os canadenses teriam apoio da Concacaf para receber a Copa, assim como o Brasil conta com a Confederação Sul-Americana. Chilenos, uruguaios e argentinos já cogitaram candidatura conjunta com o Brasil, mas os líderes da campanha brasileira estariam interessados em receber a Copa solitariamente -o Brasil foi sede pela última vez em 1950. A aproximação recente entre Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e Pelé fortalece a candidatura brasileira. A Fifa, porém, tem procurado levar o torneio para novos mercados, caso do Canadá.

Erramos: Bancada da bola muda de cara, e oposição cresce

06/10/2006 - 11h34
Erramos: Bancada da bola muda de cara, e oposição cresce
da Folha Online
Havia algumas incorreções no texto "
Bancada da bola muda de cara, e oposição cresce" (Esporte 03/10/2006 - 10h47).
O deputado federal Deley se reelegeu pelo PSC, e não pelo PV; Rodrigo Maia foi o terceiro deputado federal mais votado no Rio, e não o segundo; o candidato a governador derrotado em Tocantins se chama Leomar Quintanilha (PC do B), e não Leonardo Quintanilha. Os erros foram corrigidos.

Bancada da bola muda de cara, e oposição cresce

O QUE FOI DITO EM 2006

03/10/2006 - 10h47
Bancada da bola muda de cara, e oposição cresce
RODRIGO MATTOSda Folha de S.Paulo
A Copa do Mundo-2014, que tem o Brasil como candidato, será o principal tema esportivo a ser discutido no Congresso e no Executivo. Essa é a avaliação de cartolas e de deputados inimigos da bancada da bola após a eleição de domingo.No pleito, a CBF perdeu a maioria dos parlamentares que financiou em 2002. Mas os clubes mantiveram aliados.Terão duro embate. Isso porque tiveram votações significativas os políticos inimigos dos cartolas: os deputados Sílvio Torres (PSDB-SP), Rodrigo Maia (PFL-RJ) e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).Na maioria dos casos, a posição favorável ou contrária aos cartolas do futebol teve pouca influência na eleição. Mas pesará na postura no Congresso."Terei olho clínico para essa questão da Copa do Mundo. Acho que a discussão tem que ser ampla e a organização não pode ficar concentrada na CBF", diz Sílvio Torres, que proporá criação de comissão no Congresso para fiscalizá-la.Ele é aliado do candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB), que não conversou com a CBF na campanha. O segundo turno foi ruim para a CBF, que tem o presidente Lula alinhado a seu projeto. A confederação doou dinheiro ao PT.Se o presidente for reeleito, Agnelo Queiroz (PC do B-DF), que é aliado dos cartolas e perdeu eleição ao senado em Brasília, é candidato a retornar ao Ministério do Esporte.No legislativo, restaram poucos políticos financiados pela CBF em 2002. Delcídio Amaral (PT-MS) e o Leomar Quintanilha (PC do B-TO) perderam para governador; Hugo Napoleão (PFL-PI), para senador.Na Câmara, sobraram Darcísio Perondi (PMDB-RS) e José Rocha (PFL-BA), mas outros quatro deputados estão fora, como Pedro Canedo (PP-GO), relator da redação da Timemania, que favoreceu clubes.Irmão de Darcísio, o vice da CBF para Região Sul, Emídio Perondi, acha que a discussão da Copa deve chegar ao Congresso. "A economia do Brasil sustenta a Copa. É só investirem o que roubaram", conta ele, que apoia Alckmin, mostrando que cartolas se dividem nos partidos.Entre os ligados aos clubes, há membros da esquerda e da direita. Redatores de legislação esportivas, Deley (PSC-RJ) e Gilmar Machado (PT-MG) têm a simpatia dos cartolas.Já os deputados Beto Albuquerque (PSB-RS), Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), José Otávio Germano (PP-RS), Marcelo Guimarães (PFL-BA) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) têm ligações com Internacional, Grêmio, Bahia e Portuguesa."São alguns deputados que têm ouvido o que os clubes dizem", diz o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff.Entre os inimigos, o deputado Rodrigo Maia, terceiro mais votado no Rio de Janeiro, prega fiscalização na Copa-2014, mas admite uso de dinheiro público."Acho que não só a Copa, como a Olimpíada de 2016, são questões centrais", analisa. "O BNDES poderá ajudar."

Berlim anuncia interesse em organizar Jogos Olímpicos

O QUE FOI DITO EM 2006

19/07/2006 - 16h41
Berlim anuncia interesse em organizar Jogos Olímpicos
da Folha Online
Embalada pelo sucesso da Copa do Mundo, Berlim, palco da final da competição, anunciou nesta quarta-feira que pretende apresentar candidatura para realizar os Jogos Olímpicos de 2016 ou de 2020.Segundo o prefeito da cidade, Klaus Wowereit, Berlim espera receber o apoio do novo comitê olímpico do país, a Federação de Esporte Olímpico Alemã (Dosb), que é chefiada pelo vice-presidente do COI, Thomas Bach."Avisamos que queremos ser candidatos, mas apenas se o esporte alemão também desejar", disse o prefeito à emissora local "Radioeins". Na entrevista, Wowereit ainda criticou uma de suas possíveis rivais, Hamburgo, que também estaria interessada na competição."Com que cidade a Alemanha tem mais opções de organizar a Olimpíada? Eu digo que apenas com uma metrópole teremos chance. E Berlim é a única cidade que pode organizar os Jogos em um futuro próximo."A Alemanha já foi sede de duas edições da competição: em 1936, na própria Berlim, e em 1972, em Munique. Leipzig, cidade que pertence à porção oriental do país, chegou a se candidatar para os Jogos de 2012, mas perdeu a eleição para Londres.Com agências internacionais

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