domingo, 7 de novembro de 2010

rio 2016 jpg [Olimpíadas 2016, os atletas somos nós]
Será que existe no mundo um povo que ri tanto das próprias mazelas quanto o brasileiro? Desvio de dinheiro público, corrupção, nepotismo e fraudes são alguns dos graves crimes cometidos contra o país e que caem no anedotário popular como se fossem coisas inofensivas e rimos como se não tivéssemos nada com isso. É um comportamento tão estranho quanto seria alguém se reunir em uma roda de amigos para contar que foi assaltado e virar a atração mais divertida do grupo. Ou, quem sabe, um assalariado dar gargalhadas ao receber, após um mês de trabalho, um envelope contendo uma piada, ao invés do contracheque (embora, na maioria dos casos, seja mesmo uma piada, ainda que sem graça). São comparações pertinentes, já que, cada centavo que forma os milhões surrupiados dos cofres públicos sai, sim, do nosso bolso, via impostos, sejam diretos ou indiretos. Então, qual é graça? Está comprovado que trabalhamos quatro meses por ano apenas para sustentar essa máquina de gastar dinheiro que está instalada nas casas legislativas país afora. Pessoas a quem passamos procuração para nos representar, mas que, com honrosas exceções, defendem apenas interesses de determinados grupos e não por acaso. Aí, fica a pergunta: Quem precisa mudar, nós ou eles? Se somos seletivos em nossas relações pessoais, devemos também evitar a promiscuidade no momento da solidão diante das urnas e deletar aquelas figuras de tristes lembranças.
Pode ser considerada engraçada a história do prefeito de uma cidadezinha do interior baiano, aprovado para ocupar a única vaga oferecida em um concurso público promovido justamente pela prefeitura sob seu comando? Ele achou que sim e decidiu apimentar a história, recorrendo à genética, para explicar também a feliz coincidência do sobrenome de sua família aparecer várias vezes na lista dos selecionados. Além da boa genética, responsável pela reprodução de tantas cabeças superdotadas, ele apelou para a baixa densidade demográfica do município, culpado por ter colocado em um espaço relativamente pequeno tantas pessoas consanguíneas. Sua excelência apenas esqueceu de reconhecer o mérito das outras pessoas, aquelas que o elegeram, criando as condições para que ele tivesse a grande idéia de realizar o concurso. É assim que funciona. Cada voto, uma sentença. A boa notícia é que há sempre uma chance de tentar outra vez. Se não usando a inteligência, pelo menos refletindo através da experiência.
Mas a gracinha da vez aparece travestida de exacerbado patriotismo, colorindo de verde e amarelo os cifrões desenhados nos olhos de quem enxerga, cobiça e pretende disputar os bilhões que estarão em jogo nas olimpíadas, a serem realizadas no Rio de Janeiro, em 2016. A bolsa de apostas já está aberta e as piadas vão desde o cenário que aguarda os atletas até os gastos previstos inicialmente, na verdade absolutamente imprevisíveis. Já se falou em valores de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões. Mas quem se lembrará desses cálculos daqui a praticamente seis anos, quando os jornais estamparem quatro ou cinco vezes mais que isso? Não faltam, ao mesmo tempo, trocadilhos com o nome do Rio e de bairros da cidade, em referência à violência, hoje seu verdadeiro e equivocado cartão postal. Os tipos de troféus que ficarão com os esportistas brasileiros são outros filões para as chamadas piadas prontas. Faltou somente falar do povo, esse personagem indesejável, sutilmente afastado dos grandes eventos devido ao baixo poder aquisitivo. Mas, certamente, acabará achando um espetáculo os telões a serem espalhados em pontos estratégicos.
Não deixa de ser uma contradição o empenho de atletas aposentados, empresários dos mais variados ramos e parlamentares na torcida organizada em prol das olimpíadas no Brasil, um país sem qualquer tradição de apoiar e promover esportes. Atletas de norte a sul terminam desistindo de carreiras claramente promissoras, vencidos pelo cansaço de correr inutilmente atrás desses mesmos personagens em busca de patrocínio. O pessoal que pratica esporte amador sabe melhor contar essa história. A fama de “país do futebol” que circula pelo mundo parece que restringiu o conceito de esporte no Brasil à bola e a chuteira. Aqueles que vencem essa barreira, e os exemplos são poucos para o tamanho do território, acabam se transformando em heróis. Os demais, são apenas atletas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pronto, não tem mais como voltar atrás, em 2016 as Olimpíadas acontecem no Brasil. Começa dia 5 de agosto de 2016, mas desde sexta-feira passada, quando isso foi resolvido, parece que cada brasileiro parece ter abraçado uma ideia sobre a competição e a está defedendo com unhas e dentes, os que acham isso uma grande palhaçada e os que acreditam que os jogos vão ser um bem para a sociedade brasileira.

E se a gente tentasse entender os dois pontos de vista?

Mas antes...

A escolha de uma cidade sede para as Olipiadas é algo muito complexo, passando por uma série de fases, discussões e avaliações do COI, o Comitê Olímpico Internacional. Depois de apresentado, o projeto passa por uma série de avaliações, levando em consideração os locais dos jogos, o sistema de transporte da cidade sede, o quanto a hotelaria local está preparada para receber boa parte do mundo, como vai acontcer o financiamento dos jogos, etc.

Dentre as candidatas, o Rio de Janeiro foi escolhido pelo COI como o lugar mais indicado para sediar as Olimpíadas, com o melhor projeto e condições para receber os jogos. Ficaram de fora Doha, Baku, Madri, Chicago, Tóquio e Praga.

O que acham errado

O Brasil não tem um histórico público dos mais honestos. O presidente do Senado brasileiro é o Sarney, que oferece emprego para o namorado da filha, sem contar coisas como o mensalão, a operação Satiagraha, os cartões corporativos e mais uma infinidade de sujeiras na vida pública brasileira, deste governo e de todos os anteriores.

Assim, fica fácil associar qualquer coisa que envolva dinheiro público com corrupção. Pra muita gente as Olimpíadas significam um motivo para pensar nos políticos brasileiros passando a mão em boa parte dos bilhões de reais destinados para as obras dos Jogos. Um recente evento pode motivar tal ideia.

Em 2007, a previsão de gastos com os Jogos Pan-Americanos no Brasil, em verbas federais, era de 95 milhões de reais. No total, foram gastos 1,8 bilhão de reais. Até hoje, há denúncias de superfaturamento, irregularidades em licitações, equipamento comprados sem necessidade e uma série de outras coisas não resolvidas.

Dá pra pensar ainda que não vamos cumprir com os prazos e necessidades mínimas dos jogos. Vem aí o jeitinho brasileiro em sua pior fase.Podemos acrescentar até mesmo o problema da violência no Rio de Janeiro. Como fazer os jogos numa cidade com um problema desses?

E os outros problemas do Brasil? Saúde, educação, moradia, transporte... Em vez de resolvermos esses problemas vamos investir tudo isso nas Olimpíadas?

O lado positivo

O fato é que uma Olimpiada pode mudar um país para melhor. Não vai resolver todos os problemas dos brasileiros, mas pode dar uma força pra que algumas coisas melhorem por aqui.

O Turismo vai crescer. Com base no que aconteceu em Sidney, no ano 2000, a espera é de que os jogos aumentem o número de turistas em 15% no ano anterior à Olímpiada. A média de crescimento do turismo é de 1% a 2% ao ano.

O investimento em esportes aumenta em todo o Brasil, e com investimento na preparação dos atletas para representar o país. Melhorando o esporte, a qualidade de vida de muita gente pode melhorar, com mudanças na saúde e na educação de toda uma geração.

A economia de um país melhora e muito com uma Olímpiada. De acordo com estudo da FIA, serão investidos 30 bilhões de reais na economia em obras e na organização da economia. A previsão é de que o impacto na economia gere retorno de até 102 bilhões de reais, até 2027. Isso gera reflexos para a construção civil, informática, comunicação, setor de serviços e transportes.

Milhares de empregos vão ser criados, alguns vários temporários, outros vários que vão ficar pra sempre. A previsão é de que por causa dos Jogos possam ser criados 120 mil empregos por ano daqui até 2016 e mais 130 mil por ano nos dez anos seguintes.

Um ponto de vista sobre as duas opiniões

A opinião deste que vos bloga é que os dois pontos de vista fazem todo o sentido. O Brasil tem uma série de erros em sua história, os Jogos podem ser mais um no meio de tantos... Ao mesmo tempo, tal evento pode mudar o Brasil, e muito, para melhor.

De qualquer modo, vai ser aqui e pronto, não tem como voltar atrás. Mesmo vendo o lado realista da história, cabe a cada um ajudar no que pode para fazer com que isso saia do papel. Não adianta ficar torcendo contra e ver o fracasso acontecer.

É a mesma coisa que ir contra o presidente, o governador ou o prefeito, só porque é de outro partido. Você pode não gostar do outro partido, mas o cara é o seu presidente, não é melhor que ele faça o melhor para o país, não importando de qual partido ele seja?

Mas o trabalho precisa começar, e logo, e já! Só com MUITO trabalho o Brasil vai realizar uma bela olimpiada, fazendo com que os que pensam positivo desde agora, sempre tivessem razão do que estavam dizendo. Ao mesmo tempo, os que pensam negativo vão ter de aceitar que o Brasil fez algo totalmente excelente, com mudanças e melhores muito positivas para a sociedade.

Faltam 2846 dias. No mínimo, vamos ficar de olho?

PS.:Quanto mais ideias e opiniões, mais a discussão cresce. Outros posts sobre as Olimpíadas no Portal MTV, no E Você com Isso? e no Boo

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Olimpíadas RIO 2016

logo2_rio_2016

O Rio de Janeiro será a sede das Olimpíadas de 2016. A cidade brasileira foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional e venceu as outras três candidatas – Madri, Tóquio e Chicago.

Esta foi a quarta vez em que o Brasil se candidatou para sediar os Jogos Olímpicos. O primeiro projeto era para Brasília, em 1992, e os dois outros, em 2004 e 2012, para o Rio.




Uma economia forte e um financiamento garantido A economia do Brasil é atualmente a décima maior do mundo - com previsão de ser a quinta até 2016. Somos o segundo maior exportador de produtos alimentícios, um dos maiores produtores de petróleo e minerais e o quinto maior mercado publicitário. Nossa economia diversificada é o motor da América Latina e um dos 10 maiores mercados consumidores. Temos os mais altos níveis de uso de Internet no mundo. A força durável de nossa economia - mesmo no contexto internacional atual - permite que o Governo garanta os investimentos necessários para os Jogos Olímpicos de 2016, incluindo o financiamento direto de U$ 700 milhões para o COJO.


Espírito, esporte e um legado poderoso Os Jogos Olímpicos de Rio 2016 serão os Jogos da celebração e da transformação. Iremos unir a espírito único do Rio de Janeiro com o poder do esporte para organizar um evento excepcional, repleto de paixão. Rio 2016 vai gerar memórias para uma vida inteira, para cada atleta e todos os membros da Família Olímpica. E os Jogos irão deixar um legado poderoso, que vai ao encontro das necessidades de longo prazo da cidade e de seus residentes. Todos os aspectos do projeto dos Jogos do Rio foram pensados para serem alinhados com os planos estratégicos da cidade e do país.


Instalações existentes de nível internacional Mais da metade das instalações para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 já estão construídas. E elas incluem instalações que são verdadeiras obras-primas construídas para os Jogos Pan e Parapan Americanos Rio 2007: o magnífico Estádio João Havelange (proposto para abrigar as competições de atletismo em 2016), o Centro Aquático Maria Lenk, a Arena Olímpica do Rio (que abrigará as provas de ginástica e basquete em cadeiras de rodas), o Velódromo Olímpico do Rio, o Centro Nacional de Equitação e o Centro Nacional de Tiro Esportivo.


Investimento contínuo em instalações O comprometimento do Brasil com o esporte pode ser visto com o investimento em instalações esportivas que já estão acontecendo no Rio. O mundialmente famoso Estádio do Maracanã irá fechar pelos próximos dois anos para remodelação. As áreas em torno do estádio também serão renovadas, com ligações de acesso e transporte melhoradas para receber, com brilhantismo, a final da Copa do Mundo FIFA 2014 de Futebol. O trabalho já está ocorrendo no desenvolvimento do Centro Olímpico de Treinamento (COT), que inclui muitas das instalações modernas construídas para os Jogos Pan e Parapanamericanos Rio 2007. O COT será o coração dos Jogos Rio 2016 - e do esporte internacional pelos anos posteriores. A atletas e técnicos de todo o mundo serão oferecidos bolsas de estudo para o que será o novo centro regional do esporte.


Unindo esporte e juventudeO Rio está comprometido em unir a juventude do Brasil - incluindo 65 milhões de jovens com menos de 18 anos - com todos os esportes Olímpicos e Paraolímpicos. Um exemplo é o Parque Radical, um complexo esportivo que irá combinar disciplinas olímpicas com muitos dos esportes modernos que surgiram nos últimos anos. Para manter a estratégia do Rio 2016 de alinhar os Jogos a planos de longo prazo de desenvolvimento da cidade, o Parque Radical será construído em Deodoro - a área do Rio com a população mais jovem e, também, com carência de instalações.


Uma experiência extraordinária de Vila para atletas e oficiais A Família Olímpica desfrutará de acomodações da mais alta qualidade no Rio - com instalações arrojadas e vistas estupendas - a distâncias mínimas para muitos dos locais de competição e treinamento. Como todos os esportes serão realizadas no Rio, todos atletas e oficiais ficarão na mesma Vila - e a Vila terá uma localização privilegiada às margens de um lago, com seu parque próprio, praia privativa e locais dedicados a treinamento. A famosa característica do Rio será trazida à vida com a Rua Carioca, com cafés na calçada, música ao vivo, restaurantes e lojas no coração da Vila. As necessidades e requisições de cada grupo de clientes, entre todas as áreas funcionais, foram consideradas a endereçadas no extenso planejamento do conceito dos Jogos do Rio.


Levando o esporte a uma nova audiência O Rio será uma impressionante plataforma para os atletas, terá locais deslumbrantes para o esporte, será um espetáculo de tirar o fôlego para os visitantes e profissionais de mídia dos Jogos, que - graças ao fuso horário favorável do Rio - conseguirá oferecer cobertura ao vivo em horário nobre em todo mundo. O Rio 2016 também trabalhará com cada esporte para desenvolver um conceito de entretenimento de alto impacto que vai explorar a incrível energia dos espectadores brasileiros. Nós já garantimos um orçamento para desenvolver conceitos criativos e tecnologia inovadora para cada esporte – para conectar espectadores aos atletas e melhorar a experiência dos Jogos para ambos. Também iremos garantir que o maior número de pessoas possível faça parte da ação. Parte do nosso programa pioneiro - e totalmente financiado - de estádios lotados vai trazer jovens e apaixonados fãs de esporte para os Jogos através de mensagens de texto.


Uma verdadeira celebração global Rio 2016 serão os Jogos da celebração, estendidos a todo o planeta por uma rede de pontos-chave. Nossa iniciativa de transmissão ao vivo irá abrir 15 "Live Sites" em todo mundo, incluindo no mínimo dois em cada continente, trazendo um genuíno sentido de conectividade, especialmente em busca de uma audiência jovem, e criando uma ponte direta com a experiência dos Jogos. Usando uma combinação de tecnologia de ponta e atividades interativas, os locais oferecerão um novo nível de experiência global dos Jogos ao vivo.


domingo, 27 de junho de 2010

VIVA O RIO DE JANIEIRO 2016



Jogos da XXXI Olimpíada
Rio 2016
Rio de Janeiro bid banner for the 2016 Summer Olympics.jpg
Rio de Janeiro bid slogan for the 2016 Summer Olympics.PNG
Dados
Países participantes205 (estimado)
Slogan"Viva sua paixão"
País anfitrião Brasil
Atletas12.500 (estimado)
Eventos28 modalidades
Cerimônia de abertura5 de Agosto
Cerimônia de encerramento21 de Agosto
Estádio principalEstádio do Maracanã
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Os Jogos Olímpicos de Verão de 2016, oficialmente denominados Jogos da XXXI Olimpíada, serão um evento multiesportivo realizado no segundo semestre de 2016, no Rio de Janeiro, Brasil. A escolha foi feita durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, que aconteceu em Copenhague,Dinamarca, em 2 de Outubro de 2009. Os Jogos Paraolímpicos de Verão de 2016 serão sediados na mesma cidade e organizados pelo mesmo comitê.[1]

O evento ocorrerá entre os dias 5 a 21 de agosto de 2016, e as Paraolímpiadas serão entre 7 a 18 de setembro do mesmo ano. O local de abertura e encerramento será o Estádio do Maracanã. Serão disputadas 28 modalidades, duas a mais em relação aos Jogos Olímpicos de Verão de 2012. O Comitê Executivo do COI sugeriu as inclusões do Rugby Sevens e do golfe,[2] e foram aprovados durante a 121ª Sessão.[3]


Ver artigo principal: Eleição da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016
[editar]
Processo de candidatura

O processo de eleição da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 ocorreu entre 2007 e 2009 e contou com a participação de sete cidades de três continentes. Outras ainda planejaram participar do processo, mas não se inscreveram.

Em 13 de setembro de 2007 encerrou-se o prazo de inscrições. Duas cidades da América (Chicago e Rio de Janeiro), duas da Ásia (Doha e Tóquio) e três da Europa (Baku, Madri e Praga) oficializaram a postulação.[4] Em junho de 2008, o Comitê Olímpico Internacional escolheu, baseado no relatório do Grupo de Trabalho designado para analisar os sete projetos, as quatro cidades que se tornariam finalistas: Chicago, nos Estados Unidos, Tóquio, no Japão, Rio de Janeiro, no Brasil, e Madri, na Espanha.[5]

A segunda fase começou com o Programa de Observação dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, em Pequim. Depois de elaborar o seu livro de candidatura e receber a visita da Comissão Avaliadora do Comitê Olímpico Internacional, as cidades agora candidatas participaram, em junho, de um encontro, promovido pela primeira vez na história, com os membros do COI, que elegeriam a cidade-sede dos Jogos de 2016.[6]

Em setembro, a Comissão Avaliadora divulgou o relatório com suas impressões sobre os projetos finalistas. Tóquio, a cidade que teve a nota preliminar mais alta, perdeu o favoritismo, principalmente devido aos baixos níveis de apoio popular que a candidatura recebia. Chicago sofreu com protestos internos e com problemas com as leis americanas. Madri também teve problemas com a legislação, sofrendo sérias críticas da Comissão Avaliadora. O Rio de Janeiro, apesar de ter tido boas notas, teve problemas com a acomodação e os transportes.[7] As avaliações foram consideradas equilibradas, não sendo possível até então apontar alguma cidade como favorita, nem pelo presidente do COI, Jacques Rogge,[8] nem pelos membros da entidade, que tinham o direito de escolher a vencedora,[9] assim como por órgãos de imprensa e sites especializados.[10]

A cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Verão de 2016 foi escolhida em 2 de outubro de 2009, em Copenhague, naDinamarca, em votação durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional. Após as eliminações de Chicago e Tóquio, Madri e Rio de Janeiro chegaram à final, vencida pela candidatura brasileira, com mais de 2/3 dos votos. Esta é a primeira vez que os Jogos Olímpicos são sediados na América do Sul.[11]


Candidatura

Em 4 de Junho de 2008 o Comitê Olímpico Internacional (COI) revelou o resultado das avaliações preliminares das sete cidades postulantes, eliminando Baku, Praga, Doha e tornando as quatro restantes em cidades candidatas: Rio de Janeiro, Madrid, Tóquio e Chicago.

Ainda em 2008,as quatro cidades candidatas tinham que apresentar suas propostas para o Comitê Olímpico Internacional. O COI enviou a Comissão de Avaliação que visitou as quatro cidades candidatas durante os meses de Abril e Maio do mesmo ano . A candidatura de Madrid teve o projeto mais criticado, principalmente por causa da falta de clareza das leis antidoping da Espanha e da estrutura organizacional do comitê local. As críticas fizeram os representantes da candidatura fazerem mudanças drásticas em pouquissimo tempo, e, mesmo com o prefeito Alberto Ruiz-Gallardón já admitindo a derrota, o Parlamento Espanhol aprovou a alteração nas leis antidoping do país poucos dias antes da votação.

Em 2 de Setembro de 2009, o Comitê Olímpico Internacional revelou o relatório de avaliação individual das quatro cidades candidatas.Não foram reveladas as notas que cada cidade recebeu,e além desse fator as avaliações foram consideradas muito equilibradas.

As quatro cidades foram visitadas por delegados do COI, que avaliaram itens como segurança, saúde, transporte, serviços de hotelaria e infra-estrutura.

Resultados das Candidaturas para 2016[12]
CidadeNOC1ª rodada2º rodada3ª rodada
Rio de Janeiro Brasil264666
Madrid Espanha282932
Tóquio Japão2220-
Chicago Estados Unidos18--


Preparação

Na assembleia geral do COB do dia 22 de dezembro de 2009 de foi fundado o COJOR,cujo presidente é Carlos Arthur Nuzman.O COJOR está em fase de aprovação pelo COI.[13]


Locais de competição

Mapa destacando as regiões que receberão os eventos.

A lista a seguir apresenta os locais de competição que serão usados nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro. Os eventos serão distribuídos em quatro regiões espalhadas pelo Rio. Os únicos eventos realizados fora da cidade serão as preliminares do futebol que ocorrerão em quatro cidades brasileiras.[14]


Zona Barra

A maioria dos eventos será realizada na zona oeste da cidade, na região da Barra da Tijuca. Os locais marcados com PO estão na área do Parque Olímpico do Rio.[15]

A sede do golfe ainda não foi definida. Os eventos desta modalidade poderão acontecer noItanhangá Golfe Clube, localizado na Barra da Tijuca.[16]


Áreas não esportivas


Zona Deodoro

Localizada no bairro de Deodoro, a região sediará sete modalidades:[17]


Zona Maracanã

Estádio do Maracanã, sede das cerimônias de abertura e encerramento, além das finais do futebol.

Localizada na Zona Norte do Rio, receberá cinco modalidades:[18]

[editar]Zona Copacabana

Esta região, conhecida mundialmente pelas praias, receberá oito modalidades disputadas ao ar livre:[19]

A sede do golfe ainda não foi definida. Os eventos desta modalidade poderão acontecer noGávea Golfe Clube, localizado nesta região da cidade.[16]

[editar]Fora do Rio de Janeiro

Localização das cidades-sede do futebol.

Quatro cidades, escolhidas a partir das sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014, receberão as partidas preliminares do futebol:[14]


Programa Esportivo

O programa para os Jogos terá o retorno do número de 28 esportes,já que dois esportes beisebole o softbol foram retirados do programa dos edição de 2012. Em 8 de outubro de 2009, durante o congresso do COI, em Copenhague, na Dinamarca, o golfe (63 votos a favor, 27 contra e duas abstenções) e o rugby (81 votos a favor, oito contra e uma abstenção) foram aprovados e irão retornar aos Jogos.[3]


Transmissão no Brasil

Os direitos de transmissão no Brasil foram concedidos pelo COI à proposta conjunta feita pelas Organizações Globo e o Grupo Bandeirantes de Comunicação. Posteriormente, as emissoras autorizaram a revenda dos direitos de televisão aberta para outras interessadas, sendo a única a Central Record de Comunicação.[20] A Globosat, que fez parte do consórcio formado pela Rede Globo e pela Rede Bandeirantes, vai transmitir pela TV por assinatura.[21]

Referências

  1. Comitê Olímpico Internacional (15 de junho de 2009). 121st IOC Session and 13th Olympic Congress in Copenhagen - Information for the Media (em inglês). Página visitada em 16 de setembro de 2009.
  2. Comitê Olímpico Internacional (13 de agosto de 2009). IOC Executive Board proposes 2 additional sports for the 2016 Games: Golf and Rugby (em inglês). Página visitada em 16 de setembro de 2009.
  3. a b O Globo Online; Fernando Duarte (8 de outubro de 2009).Golfe e rúgbi aprovados para os Jogos Olímpicos de 2016(em português). Página visitada em 8 de outubro de 2009.
  4. Comitê Olímpico Internacional (14 de setembro de 2007).Seven Applicant NOCs/ Cities for the 2016 Games (eminglês). Página visitada em 10 de outubro de 2009.
  5. Comitê Olímpico Internacional (4 de junho de 2008). Four Cities to Compete to Host The 2016 Olympic Games (eminglês). Página visitada em 10 de outubro de 2009.
  6. Comitê Olímpico Internacional (17 de junho de 2009). 2016 candidate cities brief IOC members (em inglês). Página visitada em 10 de outubro de 2009.
  7. Erro de citação Tag inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas2016evaluationreport
  8. GamesBids.com (11 de setembro de 2009). No Favourites In 2016 Race - Rogge (em inglês). Página visitada em 16 de setembro de 2009.
  9. GamesBids.com (1 de outubro de 2009). 2016 Race Too Close To Call (em inglês). Página visitada em 1 de outubro de 2009.
  10. Erro de citação Tag inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas acirrado
  11. Erro de citação Tag inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadasresultado_GB
  12. Comitê Olímpico Internacional Elections for the 2016 Games (em inglês)
  13. [1]
  14. a b UOL Esporte (3 de outubro de 2009). Mais quatro cidades irão abrigar eventos dos Jogos de 2016 (em português). Página visitada em 29 de novembro de 2009.
  15. Secretaria Especial Rio 2007 - Prefeitura do Rio de Janeiro.Conheça o Projeto Rio 2016 para a região da Barra da Tijuca(em português). Página visitada em 29 de novembro de 2009.
  16. a b c Rio 2016 (9 de outubro de 2009). Rio 2016 terá rúgbi e golfe (em português). Página visitada em 29 de novembro de 2009.
  17. Secretaria Especial Rio 2007 - Prefeitura do Rio de Janeiro.Conheça o Projeto Rio 2016 para a região do Deodoro (emportuguês). Página visitada em 29 de novembro de 2009.
  18. Secretaria Especial Rio 2007 - Prefeitura do Rio de Janeiro.Conheça o Projeto Rio 2016 para a região do Maracanã (emportuguês). Página visitada em 29 de novembro de 2009.
  19. Secretaria Especial Rio 2007 - Prefeitura do Rio de Janeiro.Conheça o Projeto Rio 2016 para a região de Copacabana(em português). Página visitada em 29 de novembro de 2009.
  20. "Olimpíada de 2016 será transmitida por três emissoras: Globo, Record e Bandeirantes". UOL Esporte. UOL Esporte. 27 de setembro de 2009. (página da notícia visitada em 07/11/2009)
  21. "Globosat adquire direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2016".