quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O dilema das Olimpíadas de 2016


Curioso como o evento esportivo mais importante do mundo desperte tanto pessimismo pelo mundo. No Brasil não seria diferente. Apesar da oba-oba na "cidade maravilhosa", tem muito brasileiro que acha péssima a vinda de uma Olimpíada para o Brasil. Continue lendo e conheça os 2 lados da moeda.

Como o Brasil venceu?
É claro que a escolha do país cede pelo COI é quase sempre uma decisão política, mas sem dúvida, não é o único fator analisado. Uma boa campanha e apoio popular contam sim, na escolha.

Ao contrário de seus concorrentes, o Brasil demonstrou um enorme entusiasmo em receber os jogos. ‘Não podemos pagar essas Olimpíadas’, disse um movimento de Chicago. Tóquio teve o menor apoio popular, e Madri viveu protesto de funcionários da área de turismo.

Para os pessimistas - Vai dar merda
O Rio de Janeiro continua lindo. E decadente, violento, poluído, engarrafado, favelado. Com uma política vergonhosa e corrupta. As Olimpíadas do abre caminho para projetos políticos, promoções pessoais e grandes negócios privados com dinheiro público.
Lula quer fazer uma "olimpíada para os pobres", a um custo de quanto? A de Pequim custou, sem propina e sem corrupção (será?), U$ 40 bilhões. Dinheiro este que poderia ser investido na educação, saúde e segurança.

Quando o COI visitou o Brasil, Guilherme Fiuza, jornalista da Revista Época ironizou a segurança pública da cidade Olímpica de 2016: “Uma certeza o COI pode ter: o Rio de Janeiro possui os melhores estandes de tiro naturais do mundo. A cidade está praticamente inteira na mira. Os atiradores é que não são muito precisos. Mas até 2016 eles poderão treinar bastante.”


Para os otimistas - O Brasil vai causar
As Olimpíadas de 2016 pode tirar o Rio das paginas policiais, para entrar nas páginas esportivas. “Sabemos o quanto uma olimpíada contribui para a transformação urbana das metrópoles ou cidades que as abrigam. Barcelona mudou radicalmente. Mais recentemente, Atenas sofreu grandes transformações urbanas para abrigar os jogos. A China não será a mesma depois destas olimpíadas. Assim, não tenho nenhuma dúvida de que o Rio de Janeiro acrescentará à bela natureza todas as obras de infra-estrutura necessárias à sua realização. Até mesmo porque os empreiteiros do Brasil não brincam em serviço”. Disse Jorge da Cunha Lim, Presidente da TV Cultura.

Conclusão
Se observarmos o histórico do Brasil, de fato, não temos motivos para nos animar. Apesar das obras superfaturadas do Pan do Rio, a Organização Desportiva Pan-americana (Odepa) classificou o Pan do Rio como o melhor da história e muitas das estruturas do evento serão reaproveitadas em 2016.

Estima-se que as Olimpíadas e a Copa devem gerar 5,7 milhões de empregos. No caso da Copa do Mundo de 2014, serão 3,6 milhões de empregos; pré-Olimpíadas gerará 120.833 novas vagas por ano

Se o otimismo foi importante para trazer as Olimpíadas de 2016 para o Brasil. Agora é a vez do pessimismo entrar em cena. O brasileiro precisa aprender a fiscalizar o poder público para que a grana investida não se perca, e a internet, é a nossa maior arma. Dúvida? Então veja este post aqui.

Curiosidade: Qual é o certo: Olimpíada ou Olimpíadas? O termo no plural surgiu para não haver confusão com a Olimpíada dos gregos. Os meios de comunicação também preferem Olimpíadas, pois tratam-se de várias disputas simultâneas, com vários esportes, mas apenas uma celebração. Enfim, parece não existir um padrão para o termo.

Neste mundo onde nada mais se cria e tudo se copia, mal a logomarca das olimpíadas do rio 2016 foi divulgada e surgiram os rumores de que ela foi inspirada ou seja clonada de outra idéia. Desconfianças e fofocas a parte, o importante é que a “logo” foi aprovada, todo mundo gostou e o nosso querido Brasil tão humilhado e considerado por muitos como terra de ninguém faça bonito e realize para todo o planeta assistir e participar de um brilhante e inesquecível evento esportivo. E a partir de agora vamos lutar para que  o nosso país nunca mais suba no pódio da desconfiança e do preconceito e que de hoje em adiante consiga conquistar em todas as competições e realizações apenas medalhas de respeito, organização, paixão e amor pelo esporte nacional e mundial.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, dedicou o primeiro dia de sua missão oficial em Londres à campanha para o Rio sediar as Olimpíadas de 2016. Ementrevista à imprensa, na manhã desta segunda-feira ele afirmou que a realização das Olimpíadas poderá significar inclusão social no Brasil e na América do Sul.
– Para o Brasil e para toda a América do Sul é essencial fazer os Jogos Olímpicos no Rio. Para Chicago, Madri e Tóquio, qual a grande diferença que isso causaria? Para nós, significará inclusão social – disse Cabral, de acordo com a assessoria.
Cabral destacou que os Jogos abrem oportunidade para amplos investimentos, que abrangem do esporte à infra-estrutura, passando por educação e segurança pública. Ele lembrou ainda que o Rio demonstrou capacidade de organização ao realizar com sucesso os Jogos Pan-Americanos em 2007.
O primeiro dia de compromissos oficiais de Sérgio Cabral, constaram audiências com autoridades do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos em Londres, da Agência de Desenvolvimento de Londres e uma visita ao Parque Olímpico, ainda em construção.
– Estamos aprendendo com Londres e, ao mesmo tempo, pedindo votos. É importante mostrar que o Rio está se preparando para fazer os Jogos com a cara da cidade e do Brasil. Ganhando a condição de sede no ano que vem, teremos oito anos pela frente para realizar Jogos inesquecíveis – disse o governador.
A união das esferas federal, estadual e municipal de poder em favor da realização da Rio 2016 foi ressaltada por Cabral, assim como os investimentos em segurança.
– Temos problemas na área de segurança, mas estamos enfrentando todos eles – afirmou o governador.
Ele ressaltou que a polícia está sendo reequipada e que mais policiais estão recebendo treinamento e indo para o policiamento ostensivo nas ruas.
O governador disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está diretamente envolvido com a campanha para o Rio sediar as Olimpíadas de 2016. Já o presidente do COB, Carlos Nuzman, afirmou que “a presença do governador (nos eventos pelas Olimpíadas no Rio) é a demonstração da vontade política do Estado”.
Ainda nesta segunda-feira, Cabral teve uma reunião com a empresa British Gas Group, onde foi mostrar as oportunidades de investimento no Estado do Rio. O governador está em Londres em missão oficial de cinco dias para atrair novos negócios para o Rio. Em sua comitiva, além da secretária de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins – que também foi reforçar a campanha pela Rio 2016 –, estão os secretários estaduais Júlio Bueno (Desenvolvimento Econômico), Joaquim Levy (Fazenda), Sérgio Ruy Barbosa (Planejamento), Júlio Lopes (Transportes) e Marilene Ramos (Ambiente).
A missão é organizada pelo Governo do Estado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a Câmara de Comércio Britânica no Rio de Janeiro, o Consulado Geral do Reino Unido no Rio e a Embaixada do Brasil em Londres.
Fonte: JB

Olimpíadas 2016 no Brasil! Boas perspectivas para o crescimento de investimentos

E o Rio de Janeiro ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016! :D
Esse é o assunto do momento na Internet e fora dela, e o blog Valores Reais não poderia ficar de fora dessa. Wink
A década que se aproxima está recheada de grandes eventos esportivos ocorrendo no Brasil. Basta dizer que os dois maiores deles, que são a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, ocorrerão no Brasil, sendo a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Isso, por si só, incentivará a realização de empreendimentos e investimentos em diversos setores da economia nacional, e, mais do que isso, abre ótimas oportunidades de negócios e de execução de idéias empreendedoras no BrasilÉ, sem dúvida, uma ótima oportunidade para alavancar seus planos de aceleração de sua independência financeira.
Esses dois eventos esportivos incentivam, logo de cara, o setor do turismo, por razões óbvias: mais gente estará circulando por aqui, não só de dentro do Brasil, mas sobretudo os estrangeiros. O setor de aviação sem dúvida poderá se beneficiar. Tanto é que as ações da TAM e da Gol tiveram um forte aumento logo após o anúncio. É impressionante como uma notícia tem impacto imediato na Bolsa. Aliás, coincidência ou não, o IBovespa  também subiu no exato momento em que o Rio de Janeiro foi anunciada como sendo a cidade-sede dos Jogos.
Além disso, as empresas responsáveis por infra-estrutura, construção civil, serviços, também se beneficiarão da realização desses eventos esportivos no Brasil.
O mais interessante disso tudo é que esses eventos chegarão quase que simulteamente ao começo da exploração comercial em larga escala das reservas de petróleo do pré-sal. Se a Petrobras conseguir fazer um bom planejamento, haverá muitos dividendos a colher para a economia brasileira como um todo com essas novas e bilionárias reservas petrolíferas. A propósito, indico excelente matéria publicada pela revista Exame, disponível nesse link.
Dentro desse contexto, é oportuno também dizer que o Brasil vai se firmando como um dos países que mais tende a se destacar no grupo do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. O nosso país é pródigo em grandes reservas naturais, tais como petróleo (já considerando o pré-sal), o minério de ferro, celulose de eucalipto etc. A produção de alimentos é igualmente destacada no cenário macroeconômico mundial. Temos empresas que estão entre as maiores do mundo em seus respectivos setores: Vale, Gerdau, WEG, Petrobras, BRFoods etc.
A tendência – veja bem, a tendência (que pode se confirmar ou não) – é, na próxima década, a economia brasileira apresentar forte crescimento, mais até do que vimos nas duas últimas décadas.
Mas o que isso significa, para o pequeno investidor?
Em termos simples e fáceis de entender: economia em crescimento significa que os juros (taxa SELIC) ficarão em patamares baixos. Com isso, o retorno dos investimentos em renda fixa será baixo. As empresas crescerão, aumentarão seus lucros e dividendos. Em consequência, o preço de suas ações também subirá. O Ibovespa valorizará. O campo das oportunidades para os empreendedores, que querem abrir seus negócios próprios, será ampliado.
Aproveite esse momento e continue investindo em sua qualificação. Identifiquesuas aptidões, suas habilidades. Faça uma atividade que seja coerente com seus valores, e que você goste. E, como diz o slogan da campanha Rio 2016, “viva sua paixão”.
É isso aí!
Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

Rio 2016: o Brasil sede das Olimpíadas!

Após uma árdua disputa, o Brasil saiu vitorioso: será o cenário do maior evento esportivo do mundo!
Dois anos se passaram desde o anúncio do COI (Comitê Olímpico Internacional), em 2007, de que o Rio de Janeiro e outras seis cidades seriam candidatas na eleição da sede das Olimpíadas de 2016. Porém, hoje, por volta das 13h30, a espera que parecia eterna acabou e o Rio de Janeiro foi indicado como o primeiro país da América do Sul a sediar uma Olimpíada!

Tamanha conquista trará diversos benefícios, tanto para a população do Rio de janeiro, quanto para o resto do Brasil, pois as obras previstas para as competições gerarão milhares de empregos na construção civil e garantirão o investimento em tecnologias de ponta para garantir a segurança do evento (como visto no Pan 2007). Além disso, com as obras prontas, outros eventos poderão ser sediados na Cidade Maravilhosa, tais como: os Jogos Mundiais Militares (2011), a Copa das Confederações (2013) e a, talvez mais desejada do que as Olimpíadas, Copa do Mundo de 2014.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/2837-rio-2016-o-brasil-sede-das-olimpiadas-.htm#ixzz1ZFqz0aWN

domingo, 7 de novembro de 2010

rio 2016 jpg [Olimpíadas 2016, os atletas somos nós]
Será que existe no mundo um povo que ri tanto das próprias mazelas quanto o brasileiro? Desvio de dinheiro público, corrupção, nepotismo e fraudes são alguns dos graves crimes cometidos contra o país e que caem no anedotário popular como se fossem coisas inofensivas e rimos como se não tivéssemos nada com isso. É um comportamento tão estranho quanto seria alguém se reunir em uma roda de amigos para contar que foi assaltado e virar a atração mais divertida do grupo. Ou, quem sabe, um assalariado dar gargalhadas ao receber, após um mês de trabalho, um envelope contendo uma piada, ao invés do contracheque (embora, na maioria dos casos, seja mesmo uma piada, ainda que sem graça). São comparações pertinentes, já que, cada centavo que forma os milhões surrupiados dos cofres públicos sai, sim, do nosso bolso, via impostos, sejam diretos ou indiretos. Então, qual é graça? Está comprovado que trabalhamos quatro meses por ano apenas para sustentar essa máquina de gastar dinheiro que está instalada nas casas legislativas país afora. Pessoas a quem passamos procuração para nos representar, mas que, com honrosas exceções, defendem apenas interesses de determinados grupos e não por acaso. Aí, fica a pergunta: Quem precisa mudar, nós ou eles? Se somos seletivos em nossas relações pessoais, devemos também evitar a promiscuidade no momento da solidão diante das urnas e deletar aquelas figuras de tristes lembranças.
Pode ser considerada engraçada a história do prefeito de uma cidadezinha do interior baiano, aprovado para ocupar a única vaga oferecida em um concurso público promovido justamente pela prefeitura sob seu comando? Ele achou que sim e decidiu apimentar a história, recorrendo à genética, para explicar também a feliz coincidência do sobrenome de sua família aparecer várias vezes na lista dos selecionados. Além da boa genética, responsável pela reprodução de tantas cabeças superdotadas, ele apelou para a baixa densidade demográfica do município, culpado por ter colocado em um espaço relativamente pequeno tantas pessoas consanguíneas. Sua excelência apenas esqueceu de reconhecer o mérito das outras pessoas, aquelas que o elegeram, criando as condições para que ele tivesse a grande idéia de realizar o concurso. É assim que funciona. Cada voto, uma sentença. A boa notícia é que há sempre uma chance de tentar outra vez. Se não usando a inteligência, pelo menos refletindo através da experiência.
Mas a gracinha da vez aparece travestida de exacerbado patriotismo, colorindo de verde e amarelo os cifrões desenhados nos olhos de quem enxerga, cobiça e pretende disputar os bilhões que estarão em jogo nas olimpíadas, a serem realizadas no Rio de Janeiro, em 2016. A bolsa de apostas já está aberta e as piadas vão desde o cenário que aguarda os atletas até os gastos previstos inicialmente, na verdade absolutamente imprevisíveis. Já se falou em valores de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões. Mas quem se lembrará desses cálculos daqui a praticamente seis anos, quando os jornais estamparem quatro ou cinco vezes mais que isso? Não faltam, ao mesmo tempo, trocadilhos com o nome do Rio e de bairros da cidade, em referência à violência, hoje seu verdadeiro e equivocado cartão postal. Os tipos de troféus que ficarão com os esportistas brasileiros são outros filões para as chamadas piadas prontas. Faltou somente falar do povo, esse personagem indesejável, sutilmente afastado dos grandes eventos devido ao baixo poder aquisitivo. Mas, certamente, acabará achando um espetáculo os telões a serem espalhados em pontos estratégicos.
Não deixa de ser uma contradição o empenho de atletas aposentados, empresários dos mais variados ramos e parlamentares na torcida organizada em prol das olimpíadas no Brasil, um país sem qualquer tradição de apoiar e promover esportes. Atletas de norte a sul terminam desistindo de carreiras claramente promissoras, vencidos pelo cansaço de correr inutilmente atrás desses mesmos personagens em busca de patrocínio. O pessoal que pratica esporte amador sabe melhor contar essa história. A fama de “país do futebol” que circula pelo mundo parece que restringiu o conceito de esporte no Brasil à bola e a chuteira. Aqueles que vencem essa barreira, e os exemplos são poucos para o tamanho do território, acabam se transformando em heróis. Os demais, são apenas atletas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pronto, não tem mais como voltar atrás, em 2016 as Olimpíadas acontecem no Brasil. Começa dia 5 de agosto de 2016, mas desde sexta-feira passada, quando isso foi resolvido, parece que cada brasileiro parece ter abraçado uma ideia sobre a competição e a está defedendo com unhas e dentes, os que acham isso uma grande palhaçada e os que acreditam que os jogos vão ser um bem para a sociedade brasileira.

E se a gente tentasse entender os dois pontos de vista?

Mas antes...

A escolha de uma cidade sede para as Olipiadas é algo muito complexo, passando por uma série de fases, discussões e avaliações do COI, o Comitê Olímpico Internacional. Depois de apresentado, o projeto passa por uma série de avaliações, levando em consideração os locais dos jogos, o sistema de transporte da cidade sede, o quanto a hotelaria local está preparada para receber boa parte do mundo, como vai acontcer o financiamento dos jogos, etc.

Dentre as candidatas, o Rio de Janeiro foi escolhido pelo COI como o lugar mais indicado para sediar as Olimpíadas, com o melhor projeto e condições para receber os jogos. Ficaram de fora Doha, Baku, Madri, Chicago, Tóquio e Praga.

O que acham errado

O Brasil não tem um histórico público dos mais honestos. O presidente do Senado brasileiro é o Sarney, que oferece emprego para o namorado da filha, sem contar coisas como o mensalão, a operação Satiagraha, os cartões corporativos e mais uma infinidade de sujeiras na vida pública brasileira, deste governo e de todos os anteriores.

Assim, fica fácil associar qualquer coisa que envolva dinheiro público com corrupção. Pra muita gente as Olimpíadas significam um motivo para pensar nos políticos brasileiros passando a mão em boa parte dos bilhões de reais destinados para as obras dos Jogos. Um recente evento pode motivar tal ideia.

Em 2007, a previsão de gastos com os Jogos Pan-Americanos no Brasil, em verbas federais, era de 95 milhões de reais. No total, foram gastos 1,8 bilhão de reais. Até hoje, há denúncias de superfaturamento, irregularidades em licitações, equipamento comprados sem necessidade e uma série de outras coisas não resolvidas.

Dá pra pensar ainda que não vamos cumprir com os prazos e necessidades mínimas dos jogos. Vem aí o jeitinho brasileiro em sua pior fase.Podemos acrescentar até mesmo o problema da violência no Rio de Janeiro. Como fazer os jogos numa cidade com um problema desses?

E os outros problemas do Brasil? Saúde, educação, moradia, transporte... Em vez de resolvermos esses problemas vamos investir tudo isso nas Olimpíadas?

O lado positivo

O fato é que uma Olimpiada pode mudar um país para melhor. Não vai resolver todos os problemas dos brasileiros, mas pode dar uma força pra que algumas coisas melhorem por aqui.

O Turismo vai crescer. Com base no que aconteceu em Sidney, no ano 2000, a espera é de que os jogos aumentem o número de turistas em 15% no ano anterior à Olímpiada. A média de crescimento do turismo é de 1% a 2% ao ano.

O investimento em esportes aumenta em todo o Brasil, e com investimento na preparação dos atletas para representar o país. Melhorando o esporte, a qualidade de vida de muita gente pode melhorar, com mudanças na saúde e na educação de toda uma geração.

A economia de um país melhora e muito com uma Olímpiada. De acordo com estudo da FIA, serão investidos 30 bilhões de reais na economia em obras e na organização da economia. A previsão é de que o impacto na economia gere retorno de até 102 bilhões de reais, até 2027. Isso gera reflexos para a construção civil, informática, comunicação, setor de serviços e transportes.

Milhares de empregos vão ser criados, alguns vários temporários, outros vários que vão ficar pra sempre. A previsão é de que por causa dos Jogos possam ser criados 120 mil empregos por ano daqui até 2016 e mais 130 mil por ano nos dez anos seguintes.

Um ponto de vista sobre as duas opiniões

A opinião deste que vos bloga é que os dois pontos de vista fazem todo o sentido. O Brasil tem uma série de erros em sua história, os Jogos podem ser mais um no meio de tantos... Ao mesmo tempo, tal evento pode mudar o Brasil, e muito, para melhor.

De qualquer modo, vai ser aqui e pronto, não tem como voltar atrás. Mesmo vendo o lado realista da história, cabe a cada um ajudar no que pode para fazer com que isso saia do papel. Não adianta ficar torcendo contra e ver o fracasso acontecer.

É a mesma coisa que ir contra o presidente, o governador ou o prefeito, só porque é de outro partido. Você pode não gostar do outro partido, mas o cara é o seu presidente, não é melhor que ele faça o melhor para o país, não importando de qual partido ele seja?

Mas o trabalho precisa começar, e logo, e já! Só com MUITO trabalho o Brasil vai realizar uma bela olimpiada, fazendo com que os que pensam positivo desde agora, sempre tivessem razão do que estavam dizendo. Ao mesmo tempo, os que pensam negativo vão ter de aceitar que o Brasil fez algo totalmente excelente, com mudanças e melhores muito positivas para a sociedade.

Faltam 2846 dias. No mínimo, vamos ficar de olho?

PS.:Quanto mais ideias e opiniões, mais a discussão cresce. Outros posts sobre as Olimpíadas no Portal MTV, no E Você com Isso? e no Boo